Minha Primeira Parceria: Escritora Regina Drummond + Entrevista!!!

10 de julho de 2013

Oi, Minhas Cutes!!!

Hoje venho anunciar minha Primeira Parceria com uma Escritora (=
Isso mesmo meninas, com uma escritora. E eu estou muito feliz!!!

A fofa com quem fechei a parceria é a Escritora Regina Drummond (<< Clicando aqui você entrará no site dela) ... E ela é uma pessoa muito legal, simpática, adorável, uma linda e uma fofa!!! Adorei ter conhecido ela!!!

Bom meninas já vou adiantando que eu nunca fiz anuncio de parceria com autores e etc... Então esse post está sendo até meio estranho, mas com o tempo vou pegando prática e sabendo o melhor jeito!!!
Então vamos lá... Vamos falar um pouco sobre a fofa da Regina Drummond!!!

Autora de muitos livros, contadora de histórias e tradutora, Regina Drummond vem desenvolvendo, há anos, projetos de estímulo à leitura e eventos para professores e alunos, com palestras, cursos, oficinas pedagógicas, shows e narração de histórias, além de participar de feiras e bienais do livro, nacionais e internacionais.

 Foi coordenadora do Espaço das Atividades Infantis da Bienal Internacional do Livro de São Paulo desde sua inauguração, em 1992, até o Salão Internacional do Livro/99, quando mudou-se de São Paulo. Há anos vem participando ativamente dos projetos "O Escritor na Cidade", "Gosto de Ler", "O Escritor na Biblioteca", "Paixão de Ler" e "ProLer", entre outros. Contou histórias em programas de rádio e televisão. Escreveu peças de teatro infantil, tendo atuado como atriz em algumas delas.

 Nascida em Minas Gerais, Regina Drummond é formada em Letras. Fala inglês, francês e alemão. Atualmente, mora em Munique, na Alemanha, mas está sempre no Brasil, para cumprir uma agenda de muitos compromissos.

Seus trabalhos já receberam vários prêmios e destaques, entre eles, três selos "Acervo Básico", da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, como autora, e o "Prêmio Jabuti", da Câmara Brasileira do Livro, como editora.

Retirado do site ---> Regina Drummond.

Agora aqui em baixo, veremos umas palavrinhas que tem no site que eu achei bem interessante estar postando aqui!!!
Moro em Munique, na Alemanha, mas trabalho no Brasil, para onde viajo frequentemente, a fim de divulgar meus muitos livros e desenvolver projetos de estímulo à leitura e ao prazer de ler.
O que eu mais gosto, poém, é de ficar solta por aí, garimpando histórias, caçando fantasias e pescando novidades, além de visitar outras esferas com o pensamento e usar a imaginação para desfrutar loucuras e aventuras no tempo e no espaço.
É uma delícia viver em dois mundos, ao mesmo tempo, pois aproveito o que cada um oferece de melhor.

E minhas cutes... Vou falar que vim trazer aqui para vocês a entrevista que eu fiz... Ela é muito fofa respondeu no mesmo dia... Gente ela é simplesmente uma pessoa muito legal!!!

E então vamos a entrevista:


1) Você sempre teve o sonho de lançar seu próprio livro? E como foi quando teve essa conquista?
RD: Desde pequena, eu queria ser escritora. Isso porque eu conheci e convivi com autores de livros, por quem era fascinada. Também, não era pra menos: já começava em Carlos Drummond de Andrade, que era primo do meu pai. Eu vivia no meio dos livros: dos dois lados da minha família, falava-se muito sobre livros: o que você está lendo no momento, se já leu o livro X, se conhece o autor Y etc. Quando comecei a escrever, minhas tias Drummond (principalmente) ficaram encantadas e me davam a maior atenção, liam o que eu escrevia, comentavam, elogiavam. Hoje sei que isso foi importantíssimo.
O primeiro livro a gente não esquece... Nem o segundo, nem o terceiro... Nenhum deles! Existe uma emoção muito grande no primeiro, mas eu curto e curti muito todos. Eles foram conquistados um por um. Até hoje são uma conquista. Se não é mais tão difícil, pelo menos conservam uma emoção especial.

2) Como é o processo de criação de um livro? Como foi/é o seu processo?
RD: Isso de criação é muito individual. E, pior ainda, é único e corresponde a cada livro. Não é algo massificado ou padronizado. Claro que o autor pode ter uma ou outra mania, mas é só. Dizem que Agatha Chistie enchia uma banheira de água morna e levava 8 maçãs consigo. Ficava lá, deitada na água, pensando... Quando o último miolo de maçã era colocado na borda da banheira, todos sabiam que um livro novo tinha acabado de nascer.
Os meus nascem em qualquer lugar – nem me lembro direito onde. Tomo notas – tenho sempre um caderninho ou bloco comigo – e depois vou estruturando a história. Para redigi-la, sim, preciso estar sozinha, sossegada, tranquila. Mas, se não tiver, escrevo assim mesmo. Meu sentido de responsabilidade é muito alto: se tiver data pra entregar, trabalho de qualquer jeito. Mas me permito enrolar um pouco os que vou escrevendo por conta própria... Quando escrevo, me concentro tanto que é como se tivessem apagado a luz do mundo: vou para outra dimensão e não vejo nada do que acontece “aqui”. Se alguém me chamar, levo o maior susto. 

3) Onde busca e acha inspiração para escrever suas obras?
RD: Na vida. Nas pessoas. Nas conversas que ouço. Nos livros que leio. Em tudo que me rodeia – e mais longe ainda, no que eu invento. Você nunca ouviu falar que é a realidade que imita a fantasia? Uma verdade. A gente inventa coisas malucas e dali a pouco as vê acontecendo, uma por uma... Mas se existe algo que sempre me traz ideias novas é viajar. O motivo é claro: sem a pressão do cotidiano, a gente relaxa.

4) Como é ver que tem muitas pessoas interessadas em ler suas obras? Como se sente?
RD: Me sinto muito feliz. Os e-mails dos leitores me matam de paixão! É um momento muito mágico, esse, de saber que a mensagem que você queria dar chegou ao seu destino. Vai se transformar, vai virar outra coisa, vai mexer com a vida das pessoas e essa é a sua função. Eu sou apenas um instrumento, mas é muito bom sentir o carinho dos leitores. Eles me tratam como se eu fosse amiga deles, sentem que me “conhecem”, talvez eu até os tenha confortado, um dia, sem saber.
Aqui na Alemanha, as pessoas que não são da família se tratam sempre por Sie, que corresponde a “senhor/senhora”. Fiquei agradavelmente surpresa quando me dei conta de que nenhuma criança nas escolas que visito me trata por Sie, o que seria o normal, tratamento respeitoso, mas por du, que é o nosso tu/você. É como se fôssemos íntimas, amigas e confidentes. Quer coisa mais linda do que isso? 

5) É difícil lançar um livro hoje em dia?
RD: Hoje em dia é tão difícil quanto sempre foi. Ou, em outras palavras, nunca foi fácil publicar um livro. Se você ler a biografia da Clarice Lispector, verá a luta que ela travava com os editores; saberá que ela era obrigada a escrever sobre o que nem gostava, para as revistas, de modo a poder pagar as suas contas. Monteiro Lobato acreditou tanto no sucesso dos seus livros, que mandou fazer um monte deles – contam que eles encheram um quarto da sua casa, do piso ao teto. Mas Lobato não conseguiu vendê-los, o que o levou à falência. Hoje dizemos que é “o preço do pioneirismo”, mas tenho certeza de que ele muito se questionou sobre o próprio talento, na época...
Isso nos leva ao capítulo seguinte: vender. Publicar é difícil, porque vender é mais difícil ainda.
Eu diria que hoje está mais fácil, por causa da internet: nunca a autopublicação foi tão simples e barata. Mas aí esbarramos no velho problema: vender. Ser lido. Tem muita gente publicando pela internet, mas daí a vender, mesmo que baratinho, é outra história... E, se o cliente compra num impulso, nem sempre lê, o que tornaria as coisas ainda piores.
Mas isso acontece com todas as artes. Porque a arte é impossível de ser medida. Tem gente que tem talento, mas não tem garra – conheço autores maravilhosos que nunca conseguiram publicar nada. Tem gente que não tanto talento assim, mas tem tanta garra, que acaba conseguindo publicar. Então se esforça, cresce, e vai longe... Outros param no meio do caminho. Enfim, fazer sucesso, ganhar dinheiro com a arte, qualquer uma delas, nunca foi – nem será – fácil. Mesmo porque perderia graça. Rs
Mas há lugar para todos os interessados talentosos. Quanto mais a gente lê, mais tem vontade de ler, o que só amplia o mercado... Junte a isso as campanhas que o governo vem fazendo para ampliar o número de leitores e logo teremos o Brasil inteiro lendo! Bom isso, né?

6) Um autor favorito? Um autor que lhe serve de inspiração? Um livro que você leu e não gostou muito...Porque? Uma "saga" que lhe agrada/agradou? Um livro seu que mais gostou de escrever e um que mais gostou de ler e ver pronto?
RD: Tenho vários livros favoritos, vários autores favoritos, é difícil citar. Releio sempre os clássicos, leio os novos livros e autores, procuro novidades. Quanto aos meus livros, é pior ainda: amo todos eles como se fossem meus filhos. E filhos a gente ama todos, igualmente. Não precisa de motivo. Basta que eles existam.

Um filme favorito? Um ator e uma atriz favoritos? O que acha de livros que viram filmes? Alguma adaptação que gostou? Uma adaptação que não curtiu muito...Porque? Um caso que você prefira o livro e outro caso que você prefira o filme?
RD: Também tenho vários filmes favoritos. Esses dá pra citar: amo principalmente musicais e balés. Cito Cats, A noviça rebelde, My fair lady e os balés de Tchaikowsky: O lago dos cisnes, O quebra-nozes, A bela adormecida etc. Mas tem tanto filme bom nesse mundo, e eu sou uma cinéfila apaixonada, assisto muito filme. Eles me descansam a cabeça. E me ensinam muita coisa.
O livro é sempre melhor do que o filme, porque é a minha imaginação que faz tudo. Não existem orçamentos, produção, atores para ser respeitados e considerados. Não há limite para o que eu quiser colocar em cima daquelas palavras! Mas muitos filmes são excelentes, dentro de suas limitações, o que também se deve às maravilhas que os efeitos especiais são capazes de criar, ajudados pela maquiagem, pela iluminação, pela trilha sonora etc. Cito, por exemplo, O Senhor dos Anéis, que adoro. 

8) 2013... Terá novidade?? (Sem revelar muuito para nos deixar curiosas #Rsrs). Já tem algum em processo?
RD: Minha cabeça é uma piração: leio vários livros ao mesmo tempo, em quatro línguas diferentes, sempre; alguns são para eu me divertir, mas aprendo tanto, que parece que estou trabalhando. O contrário também acontece: o livro é para fazer uma pesquisa ou aprender mais sobre um determinado assunto, mas eu me divirto como se não tivesse esse objetivo! E escrevo vários livros ao mesmo tempo também. Cada um está num estágio e um não interfere nem atrapalha o outro: um começou a ser pensado, para outro estou pesquisando, o outro já estou escrevendo, mas no começo, ou no meio, ou no fim, ou na revisão. Há os que encalham no meio do caminho, e preciso ir buscar uma solução para dar continuidade neles. E há os que fluem: escrevo feito uma alucinada, sem parar. É uma bagunça.
Muita gente me pergunta: “E você dorme bem, à noite?” Não, não durmo. Raramente durmo uma noite inteira, sem acordar. Algumas vezes, meus personagens não me deixam dormir, mas eu sou teimosa e durmo, ou então eles me atormentam tanto para sair da minha cabeça e virar livro logo, que eu faço o que eles querem: fujo da cama e vou pro computador!
Para agosto, terei alguns títulos novos, por causa da Bienal do Livro do Rio: a Ed. Melhoramentos vai lançar “Quatro Estações de Pavor”, da série Quatro Estações que escrevo junto com minha querida amiga Rosana Rios; a Ed. Rideel vai lançar mais 4 volumes de uma série de biografias que fiz para eles; a Ed. Panda vai lançar um livro que tem dois contos meus; e em seguida teremos mais outros dois, da Ed. Elementar, “Contos Romenos” e “Morte na Neve”, ainda sem data. Tenho outros contratos assinados, mas não sei quando os livros ficarão prontos. Neste momento, estou escrevendo um com outra amiga querida, a Giulia Moon; e mais dois sozinha.
Tenho viajado muito e isso atrapalha um pouco. Mas depois compensa, com as ideias novas que me traz, e os cenários para as novas histórias.

Meninas.... Vou dizer que adorei a entrevista... Foi muito legal fazer e ver ela toda respondida (= Adorei mesmo e ahh, vou ressaltar aqui que ela é tão legal que ela mandou outro e-mail meio que complementando a pergunta 5... E queria deixar aqui primeiramente, para se caso alguma cute tenha interpretado de forma incorreta e porque é interessante e bem legal o que ela disse! Então eu quis compartilhar com vocês...

Gostaria de acrescentar uma coisa importante: quando eu falo das dificuldades para se publicar um livro, não me entenda mal: não pretendo desanimar ninguém, muito antes pelo contrário. O que eu quero dizer é: insista, insista e insista, que um dia vc consegue. A mensagem é: não desanine! É difícil, sim, mas só quem insiste, consegue.
Esta insistência serve não apenas para testar a garra da pessoa, mas principalmente para levá-la a escrever e escrever e escrever, porque escrever se aprende escrevendo (e lendo, mas essa é outra história!). Quanto mais a gente escreve, melhor escreve.   A escrita vai se depurando, o texto vai sendo lapidado e isso é justamente o que precisamos para crescer na profissão.

Bem legal não??!!! Eu achei e muito e adorei a parceria e estar em contato com a Regina Drummond, pois é muito bom estar trazendo coisinhas diferentes para o cantinho e estar entrando em outros "mundo"... Não ficando só nos esmaltes, cosméticos e etc... Então eu particularmente adorei (=


Então meninas é isso, espero que tenham gostado!
Até o Próximo Post!
Beijos!!!